• Kiko

Retratos Criativos - Brian Griffin

Vivemos hoje uma revolução na forma que produzimos e consequentemente consumimos fotografias, As inovações tecnológicas da câmera do celular tornaram a produção de Imagens democráticas. Acontece que uma boa câmera acessível dentro de um celular, vende a falsa sensação de que ao ter isso, você automaticamente se transformou em um fotógrafo profissional.

Para piorar, softwares e filtros "tratam" a foto dando a impressão ainda maior e mais ilusória de um resultado profissional. Acontece que isso se transformou no padrão. Ja rolou o feed de seu Instagram e teve a impressão de estar vivendo em um looping infinito? Isso acontece porque as fotos que PARECEM boas, são todas iguais, mesma luz falsa, mesmo desfoque de software, mesmo angulo usado pelas blogueiras, mesmo preset de cor, mesmo tratamento de pele, mesma pose ou seja, a mesma coisa. A mesma foto se repetindo com pessoas quase iguais. O elemento tecnológico democrático, que deveria dar a oportunidade para todos serem artistas está na verdade matando a pluralidade de imagens e sufocando a maior virtude de um artista, a criatividade. Maior prova disso? A banalização do retrato através da Selfi.

Não me entenda errado, não tenho nada contra a fotografia ou produção audiovisual feita através de plataformas mobile. Eu inclusive uso material captado com celular em edições e tenho um projeto fotográfico feito exclusivamente com a câmera do celular, que para mim é um recurso incrível, me permite fotografar algo que ache interessante a qualquer momento, seja na rua, no metro ou até dentro de um prédio novo com linha interessantes. Não ando com minha câmera o tempo todo, dai uma boa câmera no celular ser útil , me ajuda a registrar algo que sem ele seria impossível e a cena se perderia para sempre.

A fotografia é arte. É uma forma de expressão. Uma boa fotografia deve fazer seu admirador sentir algo. Deve provocar um questionamento ou uma reflexão. Eu particularmente gosto de imagens que destorcem a realidade. Gosto de ver uma foto e ser provocado. Percebi isso a primeira vez vendo capas de discos. Muitas vezes comprava um disco pela foto de capa. Elas frequentemente vinham com pitadas de surrealismo, provocações e críticas visuais ao mundo em que vivemos. E falando em capas de discos, estamos aqui para falar dele Brian Griffin. Um cara que me inspira em relação a criatividade de suas imagens.

Nascido na Inglaterra em 1948, Brian Griffin é um dos mais influentes retratistas britânicos. Temas como Margeret Thatcher e Iggy Pop já passaram por suas lentes. A música é fortemente ligada ao seu trabalho. Além de produzir diversos vídeo clipes, tem um trabalho incrível com diversas capas de LP.



Provavelmente a mais famosa seja a do Álbum Broken Frame (Depeche Mode, 1982), esta fotografia estampou a capa do especial da revista LIFE "As melhores fotografias dos anos 80."


Griffin é um mestre da luz e da composição. Usa um controle o de exposição, as vezes múltiplas e enquadramentos precisos para produzir imagens complexas e surreais.

O retrato icônico para o álbum Dazzle (1984) da banda Siouxies and the Banshees é um bom exemplo de como suas imagens são técnicas e trabalhadas para causar esse impacto surrealista. Nesta imagem Griffin usou uma tripla exposição para criar o efeito exagerado dos olhos na escuridão de sua cabeça. Primeiro ele fez uma exposição apenas com o fundo iluminado para recortar o tema em um cinza claro, depois ele rebobinou o filme e fez uma segunda exposição agora iluminando os olhos. Para isso "moldou" um refletor com uma cartolina preta criando um feixe de luz para iluminar os olhos e pediu para Sioux se inclinar levemente para frente da posição original tornando os olhos maiores. Ai veio a mágica do acidente e sem querer ele ele achou fazendo outra exposição que deu origem ao segundo olho. Fazer o que acabou sendo a melhor imagem da serie.

"No momento do total fracasso vem o sucesso"

Brian Griffin


Inspirado no trabalho dele resolvi fazer uma experência aqui em casa.






Curtiram o resultado? Essas fotos eu fiz 2017, fiz um vídeo do processos:



(PS > senti vergonha ao rever).







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