• Kiko

Repare na Bagunça - Magnífica.

Aqui em casa estamos em quarentena e obviamente pedimos para Wandinha (que está comigo desde que eu era criança) ficar na casa dela também, já que temos que ficar em casa afim de preservar nossa saúde não seria lógico pedir para que ela fizesse o oposto.

Combinamos que dividiríamos as tarefes e manteríamos a casa em ordem. Doce ilusão.

A gente até consegue fazer o básico (lavar louça, roupa, cozinhar, etc) e no começo fomos tirando de letra e até com uma certa animação, seguido de um auto orgulho. Com o tempo essa eficiência foi caindo, o animo não era mais o mesmo, fomos ficando mais relaxados até que um dia eu acordei e me dei conta que estava morando em um cenário de guerra. A bagunça era quase viva. Todos os cômodos acumulavam ilhas de desordem. Os olhos de Livia (minha esposa) lacrimejaram ao olhar a pia da cozinha. Ela segurando a Liz no colo chorando me pediu: - Lu, arruma a casa? Por favor.

Eu, respondi: Deixa eu documentar antes.


Parti eu então para os escombros da minha própria residência, afim de magnificar a bagunça, atras de algo belo ou reflexivo entorno da sujeira. Me senti como se estivesse em algum centro urbano, procurando uma sena que fizesse eu sentir algo. De fato a bagunça que eu cultivei me deu um material para fotografar algo em casa. Já estava ficando louco.

OBS: Como fotografei tudo, não tive tempo de arrumar.


As imagens a seguir são fortes. Se você tem TOC de arrumação e quer dormir esta noite, não continue. Se não é o seu caso: REPARE NA BAGUNÇA.


Lado de Fora.

Sala

Cozinha

Banheiro


Quartos




A ideia de magnificar objetos do cotidiano em um cotidiano me lembrou um pouco o trabalho de William Egglestone, o pai da fotografia colorida "séria". Sua estética casual, com um olhar que é de certo modo magnificado. Uma imagem clássica é a do triciclo. Manphis 1970. Utilizada no Guide de W. Eggleston.

O uso do contra plongée engrandece, de forma poética o triciclo infantil se torna escultural, como uma obra de Claes Oldenburg. Ambos tornando objetos ordinários em algo magnífico. A ferrugem acusa um desgaste no tema. Este possui as cores da bandeira dos EUA, uma possível crítica do artista. O enquadramento no cenário suburbano é ameaçador. O carro enquadrado dentro do brinquedo acusa uma ameaça.

Uma curiosidade sobre William. Ele tirava apenas uma foto de cada coisa. Dizia:

"Sempre tire uma única foto de uma única coisa. Literalmente. Nunca duas. Assim, depois que a foto é tirada e a seguinte está esperando...Na verdade, não me preocupo se ela funciona ou não. Acho que não vale a pena se preocupar com isso. Sempre há outra foto."


Conheça mais do trabalho dele:

http://egglestonartfoundation.org

https://www.instagram.com/egglestonartfoundation/




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LUIS ANTONIO GONÇALVES MAZZONI - AV. BRIGADEIRO FARIA LIMA, 1903, CJ 25. JARDIM PAULISTANO. CEP: 01452-001. SÃO PAULO/SP. - CNPJ: 30.106.980/0001-72. TEL: 11 9 8702-2183. EMAIL: LMAZZONIPHOTO@GMAIL.COM.

 

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